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NR-35 TRABALHO EM ALTURA

Publicação Portaria SIT n.º 313, de 23 de março de 2012                  D.O.U. 27/03/2012
Alterações/Atualizações Portaria MTE n.º 593, de 28 de abril de 2014  D.O.U. 30/04/2014
Portaria MTE n.º 1.471, de 24 de setembro de 2014                        D.O.U. 25/09/2014
Portaria MTb n.º 1.113, de 21 de setembro de 2016                        D.O.U. 22/09/2016


35.1.
Objetivo e Campo de Aplicação
35.1.1
Esta  Norma estabelece  os requisitos  mínimos e  as  medidas de proteção  para  o  trabalho  em  altura,
envolvendo  o  planejamento,  a  organização  e  a  execução,  de  forma  a  garantir  a  segurança  e  a  saúde  dos
trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade.
35.1.2
Considera-se  trabalho  em  altura  toda  atividade  executada  acima  de  2,00  m  (dois  metros)  do  nível
inferior, onde haja risco de queda.
35.1.3
Esta   norma   se   complementa   com   as   normas   técnicas   oficiais   estabelecidas
pelos   Órgãos
competentes e, na ausência ou omissão dessas, com as normas internacionais aplicáveis.
35.2.
Responsabilidades
35.2.1
Cabe ao empregador:
a)
garantir a implementação das medidas de proteção estabelecidas nesta Norma;
b)
assegurar  a  realização  da Análise  de  Risco - AR  e,  quando  aplicável,  a  emissão  da  Permissão  de
Trabalho - PT;
c)
desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura;
d)
assegurar a  realização  de  avaliação prévia das condições  no local do  trabalho  em
altura,  pelo  estudo,
planejamento e implementação das ações e das medidas complementares de segurança aplicáveis;
e)
adotar  as  providências  necessárias  para  acompanhar  o  cumprimento  das  medidas  de  proteção
estabelecidas nesta Norma pelas empresas contratada
s;
f)
garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de controle;
g)
garantir  que  qualquer  trabalho  em  altura  só  se  inicie  depois  de  adotadas  as  medidas  de  proteção
definidas nesta Norma;
h)
assegurar  a  suspensão  dos  trabalhos  em  altura  quando  verificar  situação  ou  condição  de  risco  não
prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível;
i)
estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em altura;
j)
assegurar  que  todo  trabalho  em  altura  seja
realizado  sob  supervisão,  cuja  forma  será  definida  pela
análise de riscos de acordo com as peculiaridades da atividade;
k)
assegurar a organização e o arquivamento da documentação prevista nesta Norma.
35.2.2
Cabe aos trabalhadores:
a)
cumprir  as disposições  legais  e  regulamentares  sobre  trabalho  em  altura, inclusive  os  procedimentos
expedidos pelo empregador;
b)
colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas nesta Norma;
c)
interromper  suas  atividades  exercendo  o  direito  de  recusa,  sempre  que  constatarem  evidências  de
riscos  graves  e  iminentes  para  sua  segurança  e  saúde  ou  a  de  outras  pessoas,  comunicando
imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis;
d)
zelar  pela  sua  segurança  e  saúde  e  a  de  outras  pessoas  que  possam  ser  afetadas  por  suas  ações  ou
omissões no trabalho.
35.3.
Capacitação e Treinamento
35.3.1
O  empregador  deve  promover  programa  para  capacitação  dos  trabalhadores  à  realização  de
trabalho em altura.
35.3.2
Considera-se trabalhador capacitado
para trabalho  em  altura aquele que foi submetido  e aprovado
em  treinamento,  teórico  e  prático,  com  carga  horária  mínima  de  oito  horas,  cujo  conteúdo  programático
deve, no mínimo, incluir:
a)
normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura;
b)
análise de Risco e condições impeditivas;
c)
riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e controle;
d)
sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva;
e)
equipamentos  de  Proteção  Individual  para  trabalho  em  altura:  seleção,  inspeção,
conservação  e
limitação de uso;
f)
acidentes típicos em trabalhos em altura;
g)
condutas  em  situações  de  emergência,  incluindo  noções  de  técnicas  de  resgate  e  de  primeiros
socorros.
35.3.3
O  empregador  deve  realizar  treinamento  periódico  bienal  e  sempre  que
ocorrer  quaisquer  das
seguintes situações:
a)
mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho;
b)
evento que indique a necessidade de novo treinamento;
c)
retorno de afastamento ao trabalho por período superior a noventa dias;
d)
mudança de empresa.  
35.3.3.1
O treinamento periódico  bienal  deve ter carga horária mínima de oito horas, conforme  conteúdo
programático definido pelo empregador.
35.3.3.2
Nos  casos  previstos  nas  alíneas  “a”,  “b”,  “c”  e  “d”,  a  carga  horária  e  o  conteúdo  programático
devem
atender a situação que o motivou.
35.3.4
Os  treinamentos  inicial,  periódico  e  eventual  para  trabalho  em  altura  podem  ser  ministrados  em
conjunto com outros treinamentos da empresa.
35.3.5
A capacitação deve ser realizada preferencialmente durante o horário normal de trabalho.
35.3.5.1
O tempo despendido na capacitação deve ser computado como tempo de trabalho efetivo.
35.3.6
O treinamento  deve ser ministrado por instrutores com comprovada  proficiência no  assunto, sob  a
responsabilidade de profissional qualificado em segurança no trabalho.
35.3.7
Ao término do treinamento deve ser emitido certificado contendo o nome do trabalhador, conteúdo
programático, carga horária, data, local de realização do treinamento, nome e qualificação dos instrutores
e assinatura do responsável.
35.3.7.1
O certificado deve ser entregue ao trabalhador e uma cópia arquivada na empresa.
35.3.8
A capacitação deve ser consignada no registro do empregado.
4.
Planejamento, Organização e Execução
35.4.1
Todo  trabalho  em  altura  deve  ser  planejado,  organizado  e  executado  por  trabalhador  capacitado  e
autorizado.
35.4.1.1
Considera-se  trabalhador  autorizado  para  trabalho  em  altura  aquele  capacitado,  cujo  estado  de
saúde foi avaliado, tendo sido considerado apto para executar essa atividade e que possua anuência formal
da empresa.
35.4.1.2
Cabe  ao  empregador  avaliar  o  estado  de  saúde  dos  trabalhadores  que  exercem  atividades  em
altura, garantindo que:
a)
os  exames e  a  sistemática de  avaliação  sejam partes integrantes do Programa de Controle Médico de
Saúde Ocupacional - PCMSO, devendo estar nele consignados;
b)
a avaliação seja efetuada periodicamente, considerando os riscos envolvidos em cada situação;
c)
seja realizado exame médico voltado às patologias que poderão originar mal súbito e queda
de altura, considerando também os fatores psicossociais.
35.4.1.2.1
A  aptidão  para  trabalho  em  altura  deve  ser  consignada  no  atestado  de  saúde  ocupacional  do
trabalhador.
35.4.1.3
A  empresa  deve  manter  cadastro  atualizado  que  permita  conhecer  a  abrangência  da  autorização
de cada trabalhador para trabalho em altura.
35.4.2
No planejamento do trabalho devem ser adotadas, de acordo com a seguinte hierarquia:
a)
medidas para  evitar o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de execução;
b)
medidas
que  eliminem  o  risco  de  queda  dos  trabalhadores,  na  impossibilidade  de  execução  do
trabalho de outra forma;
c)
medidas  que  minimizem  as  consequências  da  queda,  quando  o  risco  de  queda  não  puder  ser
eliminado.
35.4.3
Todo trabalho em altura deve ser realizado sob supervisão, cuja forma será definida pela análise de
risco de acordo com as peculiaridades da atividade.
35.4.4
A  execução  do serviço deve considerar as influências externas que possam  alterar  as condições do
local de trabalho já previstas na análise de risco.
35.4.5
Todo trabalho em altura deve ser precedido de Análise de Risco.
35.4.5.1
A Análise de Risco deve, além dos riscos inerentes ao trabalho em altura, considerar:
a)
o local em que os serviços serão executados e seu entorno;
b)
o isolamento e a sinalização no entorno da área de trabalho;
c)
o estabelecimento dos sistemas e pontos de ancoragem;
d)
as condições meteorológicas adversas;
e)
a  seleção,  inspeção,  forma  de  utilização  e  limitação  de  uso  dos  sistemas  de  proteção  coletiva  e
individual, atendendo às normas técnicas  vigentes,  às  orientações  dos  fabricantes  e  aos  princípios da
redução do impacto e dos fatores de queda;
f)
o risco de queda de materiais e ferramentas;
g)
os trabalhos simultâneos que apresentem riscos específicos;
h)
o atendimento aos requisitos de segurança e saúde contidos nas demais normas regulamentadoras;
i)
os riscos adicionais;
j)
as condições impeditivas;
k)
as  situações  de  emergência  e  o  planejamento  do  resgate  e  primeiros  socorros,  de  forma  a  reduzir  o
tempo da suspensão inerte do trabalhador;
l)
a
necessidade de sistema de comunicação;
m)
a forma de supervisão.
35.4.6
Para  atividades  rotineiras  de  trabalho  em  altura  a  análise  de  risco  pode  estar  contemplada  no
respectivo procedimento operacional.
35.4.6.1
Os procedimentos operacionais  para  as atividades rotineiras de trabalho em altura  devem conter,
no mínimo:
a)
as diretrizes e requisitos da tarefa;
b)
as orientações administrativas;
c)
o detalhamento da tarefa;
d)
as medidas de controle dos riscos características à rotina;
e)
as condições impeditivas;
f)
os sistemas de proteção coletiva e individual necessários;
g)
as competências e responsabilidades.
35.4.7
As  atividades  de  trabalho  em  altura  não  rotineiras  devem  ser  previamente  autorizadas  mediante
Permissão de Trabalho.
35.4.7.1
Para  as  atividades  não  rotineiras  as
medidas  de  controle  devem  ser  evidenciadas  na Análise  de
Risco e na Permissão de Trabalho.
35.4.8
A  Permissão  de  Trabalho  deve  ser  emitida,  aprovada  pelo  responsável  pela  autorização  da
permissão, disponibilizada no local de execução da atividade e, ao final, encerrada e arquivada de forma a
permitir sua rastreabilidade.
35.4.8.1
A Permissão de Trabalho deve conter:
a)
os requisitos mínimos a serem atendidos para a execução dos trabalhos;
b)
as disposições e medidas estabelecidas na Análise de Risco;
c)
a relação de todos os envolvidos e suas autorizações.
35.4.8.2
A  Permissão  de  Trabalho  deve  ter  validade  limitada  à  duração  da  atividade,  restrita  ao  turno  de
trabalho,  podendo  ser  revalidada  pelo  responsável  pela  aprovação  nas  situações  em  que  não  ocorram
mudanças
nas condições estabelecidas ou na equipe de trabalho.
35.5.
Equipamentos de Proteção Individual, Acessórios e Sistemas de Ancoragem
35.5.1
Os  Equipamentos  de  Proteção  Individual - EPI,  acessórios  e  sistemas  de  ancoragem  devem  ser
especificados  e selecionados considerando-se a sua eficiência, o conforto,  a  carga  aplicada  aos  mesmos  e
o respectivo fator de segurança, em caso de eventual queda.
35.5.1.1
Na seleção dos EPI devem ser considerados, além dos riscos a que o trabalhador está exposto, os
riscos adicionais.
35.5.2
Na  aquisição  e  periodicamente  devem  ser  efetuadas  inspeções  dos  EPI,  acessórios  e  sistemas  de
ancoragem,  destinados  à  proteção  de  queda  de  altura,  recusando-se  os  que  apresentem  defeitos  ou
deformações.
35.5.2.1
Antes  do  início  dos  trabalhos  deve  ser  efetuada  inspeção  rotineira  de todos  os  EPI,  acessórios  e
sistemas de ancoragem.
35.5.2.2
Deve ser registrado o resultado das inspeções:
a)
na aquisição;
b)
periódicas e rotineiras quando os EPI, acessórios e sistemas de ancoragem forem recusado
s. 
35.5.2.3
Os EPI, acessórios e sistemas de ancoragem que apresentarem defeitos, degradação, deformações
ou  sofrerem  impactos  de  queda  devem  ser  inutilizados  e  descartados,  exceto  quando  sua  restauração  for
prevista em normas técnicas nacionais ou, na sua ausência, normas internacionais.
35.5.3
O  cinto  de  segurança  deve  ser  do  tipo  paraquedista  e  dotado  de  dispositivo  para  conexão  em
sistema de ancoragem.
35.5.3.1
O sistema de ancoragem deve ser estabelecido pela Análise de Risco.
35.
5.3.2
O  trabalhador  deve  permanecer  conectado  ao  sistema  de  ancoragem  durante  todo  o  período  de
exposição ao risco de queda.
35.5.3.3
O  talabarte  e  o  dispositivo  trava-queda  devem  estar  fixados  acima  do  nível  da  cintura  do
trabalhador,  ajustados  de  modo  a  restringir  a
altura  de  queda  e  assegurar  que,  em  caso  de  ocorrência,
minimize as chances do trabalhador colidir com estrutura inferior.
35.5.3.4
É obrigatório o uso de absorvedor de energia nas seguintes situações:
a)
fator de queda for maior que 1;
b)
comprimento do talabarte for maior que 0,9m. 
35.5.4
Quanto ao ponto de ancoragem, devem ser tomadas as seguintes providências:
a)
ser selecionado por profissional legalmente habilitado;
b)
ter resistência para suportar a carga máxima aplicável;
c)
ser inspecionado quanto à integridade antes da sua utilização.
35.6.
Emergência e Salvamento
35.6.1
O empregador deve disponibilizar equipe para respostas em caso de emergências para trabalho em
altura.
35.6.1.1
A  equipe  pode  ser  própria,  externa  ou  composta  pelos  próprios  trabalhadores
que  executam  o trabalho em altura, em função das características das atividades.
35.6.2
O  empregador  deve  assegurar  que  a  equipe  possua  os  recursos  necessários  para  as  respostas  a
emergências.
35.6.3
As ações de respostas às emergências que  envolvam  o trabalho em  altura  devem constar do  plano
de emergência da empresa.
35.6.4
As  pessoas  responsáveis  pela  execução  das  medidas  de  salvamento  devem  estar  capacitadas  a
executar  o  resgate,  prestar  primeiros  socorros  e  possuir  aptidão  física  e  mental  compatível
com  a
atividade a desempenhar.
Glossário
Absorvedor  de  energia:  dispositivo  destinado  a  reduzir  o  impacto  transmitido  ao  corpo  do  trabalhador
e sistema de segurança durante a contenção da queda.
Análise de Risco
-
AR: avaliação dos riscos potenciais, suas
causas, consequências e medidas de controle.
Atividades  rotineiras:  atividades  habituais,  independente  da  frequência,  que  fazem  parte  do  processo
de trabalho da empresa.
Cinto  de  segurança  tipo  paraquedista:  Equipamento  de  Proteção  Individual  utilizado  para  trabalhos  em
altura onde haja risco de queda, constituído de sustentação na parte inferior do peitoral, acima dos ombros
e envolto nas coxas.
Condições  impeditivas:  situações  que  impedem  a  realização  ou  continuidade  do  serviço  que  possam
colocar em risco a saúde ou a integridade física do trabalhador.
Equipamentos  auxiliares:  equipamentos  utilizados  nos  trabalhos  de  acesso  por  corda  que  completam  o
cinturão tipo  paraquedista, talabarte, trava quedas  e corda, tais  como:  conectores,  bloqueadores, an
éis de
cintas têxteis, polias, descensores,  ascensores,  dentre outros.


(Inserido pela Portaria MTE  n.º 593, de 28 de abril de 2014)
Fator  de  queda:  razão  entre  a  distância  que  o  trabalhador  percorreria  na  queda  e  o  comprimento  do
equipamento que irá detê-lo.

Influências  Externas:  variáveis  que  devem  ser  consideradas  na  definição  e  seleção  das  medidas  de
proteção, para segurança das pessoas, cujo controle não é possível implementar de forma antecipada.
Operação  Assistida:  atividade  realizada  sob  supervisão  permanente  de  profissional  com  conhecimentos
para  avaliar  os  riscos  nas  atividades  e  implantar  medidas  para  controlar,  minimizar  ou  neutralizar  tais
riscos.
(Inserido pela Portaria MTE n.º 593, de 28 de abril de 2014)

Permissão  de  Trabalho-PT:  documento  escrito
contendo  conjunto  de  medidas  de  controle  visando  o
desenvolvimento de trabalho seguro, além de medidas de emergência e resgate.
Ponto  de  ancoragem:  ponto  destinado  a  suportar  carga  de  pessoas  para  a  conexão  de  dispositivos  de
segurança, tais como cordas, cabos de aço, trava-queda e talabarte.
Profissional  legalmente  habilitado:  trabalhador  previamente  qualificado  e  com  registro  no  competente
conselho de classe.
Riscos adicionais: todos  os  demais grupos ou fatores  de risco, além  dos existentes no  trabalho  em altura,
específicos  de  cada  ambiente  ou  atividade  que,  direta  ou  indiretamente,  possam  afetar  a  segurança  e
a saúde no trabalho.
Sistemas  de  ancoragem:  componentes  definitivos  ou  temporários,  dimensionados  para  suportar  impactos
de queda, aos quais o trabalhador possa conectar seu Equipamento de Proteção Individual, diretamente ou
através  de  outro  dispositivo,  de  modo  a  que  permaneça  conectado  em  caso  de  perda  de  equilíbrio,
desfalecimento ou queda
Suspensão  inerte:  situação  em  que  um  trabalhador  permanece  suspenso  pelo  sistema  de  segurança,  até  o
momento do socorro.
Talabarte:  dispositivo  de  conexão  de  um  sistema  de  segurança,  regulável  ou  não,  para  sustentar,
posicionar e/ou limitar a movimentação do trabalhador.
Trabalhador  qualificado:  trabalhador  que
comprove  conclusão  de  curso  específico  para  sua  atividade  em
instituição reconhecida pelo sistema oficial de ensino.
Trava-queda:  dispositivo  de  segurança  para  proteção  do  usuário  contra  quedas  em  operações  com
movimentação  vertical  ou  horizontal,  quando
conectado  com  cinturão  de  segurança  para  proteção  contra
quedas.

ANEXO I
ACESSO POR CORDAS ( Inserido pela Portaria MTE n.º 593, de 28 de abril de 2014)
1.
Campo de Aplicação
1.1
Para  fins  desta  Norma  Regulamentadora  considera-se  acesso  por  corda  a  técnica  de  progressão
utilizando  cordas,  com  outros  equipamentos  para  ascender,  descender  ou  se  deslocar  horizontalmente,
assim  como  para  posicionamento  no  local  de  trabalho,  normalmente  incorporando  dois  sistemas  de
segurança fixados de forma independente, um
como forma  de acesso e o outro como corda  de  segurança
utilizado com cinturão de segurança tipo paraquedista.
1.2
Em  situações  de  trabalho  em  planos  inclinados,  a  aplicação  deste  anexo  deve  ser  estabelecida  por
Análise de Risco.
1.3
As disposições deste
anexo não se aplicam nas seguintes situações:
a)
atividades recreacionais, esportivas e de turismo de aventura;
b)
arboricultura;
c)
serviços  de  atendimento  de  emergência  destinados  a  salvamento  e  resgate  de  pessoas  que  não
pertençam à própria equipe de acesso por
corda.
2.
Execução das atividades
2.1
As atividades com acesso por cordas devem ser executadas:
a)
de acordo com procedimentos em conformidade com as normas técnicas nacionais vigentes;
b)
por   trabalhadores   certificados   em   conformidade   com   normas   técnicas   nacionais   vigentes   de
certificação  de  pessoas;
(Vide  prazo para implementação  no Art. 3ª  da  Portaria MTE n.º 593/2014
e prorrogação no Art. 1º da Portaria MTE n.º 1.471/2014)
c)
por equipe constituída de pelo menos dois trabalhadores, sendo um deles o supervisor.
2.1.1
O  processo  de  certificação  desses  trabalhadores  contempla  os  treinamentos  inicial  e  periódico
previstos nos subitens 35.3.1 e 35.3.3 da NR
-
35.2.2
Durante  a  execução  da  atividade  o  trabalhador  deve  estar  conectado  a  pelo  menos  duas  cordas  em
pontos de ancoragem independentes.
2.2.1
A  execução  da  atividade  com  o  trabalhador  conectado  a  apenas  uma  corda  pode  ser  permitida  se
atendidos cumulativamente aos seguintes requisitos:
a)
for
evidenciado na análise de risco que o uso de uma segunda corda gera um risco superior;
b)
sejam  implementadas  medidas  suplementares,  previstas   na  análise  de  risco,  que  garantam  um
desempenho de segurança no mínimo equivalente ao uso de duas cordas.
3.
Equipamentos e cordas
3.1
As cordas utilizadas devem atender aos requisitos das normas técnicas nacionais.
3.2
Os  equipamentos  auxiliares  utilizados  devem  ser  certificados  de  acordo  com  normas  técnicas
nacionais  ou,  na  ausência  dessas,  de  acordo  com  normas  técnicas  internacionais.
(Vide  prazo para implementação no Art. 3ª da PortariaMTE n.º 593/2014)
3.2.1
Na  inexistência  de  normas  técnicas  internacionais,  a  certificação  por  normas  estrangeiras  pode  ser
aceita desde que atendidos aos requisitos previstos na norma europeia (EN).
3.3
Os equipamentos e cordas devem ser inspecionados nas seguintes situações:
a)
antes da sua utilização;
b)
periodicamente, com periodicidade mínima de seis meses.
3.3.1
Em  função  do  tipo  de  utilização  ou  exposição  a  agentes  agressivos,  o  intervalo  entre  as  inspeções
deve ser reduzido.
3.4
As  inspeções  devem  atender  às  recomendações  do  fabricante  e  aos  critérios  estabelecidos  na Análise
de Risco ou no Procedimento Operacional.
3.4.1
Todo  equipamento  ou  corda  que  apresente  defeito,  desgaste,  degradação  ou  deformação  deve  ser
recusado, inutilizado e descartado.
3.4.2
A  Análise  de  Risco  deve  considerar  as  interferências  externas   que  possam   comprometer   a
integridade dos equipamentos e cordas.
3.4.2.1
Quando houver exposições a agentes químicos que possam comprometer a integridade das cordas
ou  equipamentos,  devem  ser  adotadas  medidas  adicionais  em  conformidade  com  as
recomendações  do
fabricante  considerando  as  tabelas  de  incompatibilidade  dos  produtos  identificados  com  as  cordas  e
equipamentos.
3.4.2.2
Nas  atividades  nas  proximidades  de  sistemas  energizados  ou  com  possibilidade  de  energização,
devem ser adotadas medidas adicionais.
3.5
As inspeções devem ser registradas:
a)
na aquisição;
b)
periodicamente;
c)
quando os equipamentos ou cordas forem recusados.
3.6
Os  equipamentos  utilizados  para  acesso  por  corda  devem  ser  armazenados  e  mantidos  conforme
recomendação do fabricante ou fornecedor.
4.
Resgate
4.1
A equipe de trabalho deve ser capacitada para autorresgate e resgate da própria equipe.
4.2
Para cada frente de trabalho deve haver um plano de resgate dos trabalhadores.
5.
Condições impeditivas
5.1
Além  das  condições  impeditivas  identificadas  na Análise  de  Risco,  como  estabelece  o  item  35.4.5.1,
alínea   ̈j ̈  da  NR-35,  o  trabalho  de  acesso  por  corda  deve  ser  interrompido  imediatamente  em  caso  de
ventos superiores a quarenta quilômetros por hora.
5.2
Pode ser autorizada
a  execução de trabalho em altura utilizando acesso  por cordas em condições com
ventos  superiores  a  quarenta  quilômetros  por  hora  e  inferiores  a  quarenta  e  seis  quilômetros  por  hora,
desde que atendidos os seguintes requisitos:
a)
justificar a impossibilidade
do adiamento dos serviços mediante documento assinado pelo responsável
pela execução dos serviços;
b)
elaborar  Análise  de  Risco  complementar  com  avaliação  dos  riscos,  suas  causas,  consequências  e
medidas de controle,  efetuada por equipe  multidisciplinar coordenada por profissional qualificado  em
segurança  do  trabalho  ou,  na  inexistência  deste,  pelo  responsável  pelo  cumprimento  desta  norma,
anexada  à  justificativa,  com  as  medidas  de  proteção  adicionais  aplicáveis,  assinada  por  todos  os
participantes;

c) medidas adicionais de segurança que possibilitem a realização das atividades;
d) ser realizada mediante operação assistida pelo supervisor das atividades.

 

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